quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Revisão para a UFBA
Dias 8 e 9 de novembro (20 horas de aula).
Professores de primeira linha.
Taxa única: R$ 15 com material.
Informações: ( 071) 3306-3498
Localidade: Salvador, Ba
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
VIII° SEMINARIO “Pe HEITOR”

MEMÓRIA DO SEMINÁRIO - 1º Dia
Durante os quatro dias do VIII Seminário de PE. Heitor foi realizada uma verdadeira anamnese (do grego aná = trazer de novo e mnesis = memória). Com a exibição dos vídeos, fotos, cartas e relatos das pessoas que com ele conviveram, foi possível sentir a presença dele, era como se esses 10 anos sem a sua presença física não existissem; ele continuando no meio de todos com seu largo sorriso, sua quietude e sua capacidade de provocar a reflexão.
O clima emocional foi cultivado desde o começo com o canto da esperança “Irá chegar” e o canto da amizade “Um abraço negro”.
Neste seminário, a reflexão, a sensibilização e os questionamentos estiveram presentes desde o 1º dia, pois o grande tema “BEBER DO POÇO ALHEIO” foi esmiuçado nos sub-temas: RESGATE DA MEMÓRIA de Pe. Heitor: Negritude, CEBs, Juventude Negra e Movimento Popular; HÁ UM CHEIRO DE EVANGELHO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO. Estes sub-temas ajudaram os presentes a conhecerem e/ou relembrarem a figura de Heitor e acolher o anseio religioso, dialogante e libertador da sua missão. Percebeu-se que era impossível dissociar a pessoa e o trabalho desenvolvido, pois Heitor acreditava no que fazia, fazia-o pela certeza de poder contribuir. E contribuiu muito, como se pode perceber pelos relatos de Yulo, William, Jéssica e Jailton.

CENPAH - Centro de pastoral Afro Padre Heitor
O CENPAH, Centro de Pastoral Afro “pe. Heitor Frisotti”, foi fundado em 1999 pelos Missionários Combonianos, uma congregação de origem italiana, cujo carisma é trabalhar com os mais pobres e abandonados, especificamente com a comunidade negra na África e na diáspora. O CENPAH nasceu como resposta aos anseios da População negra, que é a maioria na cidade de Salvador. Quem começou este trabalho foi justamente Pe. Heitor Frisotti que viveu em Salvador de 1983 até 1998, aproximando o mundo afro com a mente o com o coração, publicando estudos e reflexões de riqueza incalculável, porque nascidas de uma convivência apaixonada. O CENPAH, em parceria com o Centro Arquidiocesano de Articulação da Pastoral Afro, articula diferentes iniciativas em prol do povo negro das comunidades eclesiais da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, sobretudo dentro do Bairro de Sussuarana onde está situado.
O CENPAH tem quatro objetivos principais:
◊ Resgate da Identidade negra Positiva;
◊ Promover uma ação Pastoral inculturada;
◊ Promover um diálogo inter-religioso com as religiões de matrizes africanas;
◊ Trabalhar para integração do Negro na sociedade e na Igreja.
domingo, 3 de agosto de 2008
Mudanças na Ufba

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) vai passar nos próximos anos por uma profunda reformulação com a criação dos bacharelados interdisciplinares (BIs), um curso básico de três anos, e alterações no processo de seleção. Ainda não se sabe se o vestibular vai acabar, mas esta possibilidade existe e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser, a partir de 2008, o único meio de ingresso na instituição. Tudo depende do texto final do projeto que ainda está sendo discutido, mas o estudo já tem aprovação do Ministério da Educação (MEC). A proposta é do reitor Naomar de Almeida e foi divulgada esta semana, em São Paulo. Hoje, às 16h, as idéias vão ser apresentadas à comunidade acadêmica na reunião do Conselho Universitário, na Reitoria da Ufba.
Os BIs serão a porta de entrada da universidade. Todos os alunos deverão escolher entre disciplinas das grandes das áreas do conhecimento humano (ciências da matemática, ciências da vida, saúde, humanidades e artes). Depois da formação básica, ele poderá optar, de acordo com o desempenho, pela entrada na etapa profissionalizante, na qual se especializará em cursos tradicionais como medicina, direito ou arquitetura. Os períodos ainda não foram definidos, mas provalvemente os cursos ficarão mais longos. Quem concluir o BI vai receber o diploma de bacharel e poderá lecionar ou optar por um mestrado acadêmico para tornar-se professor ou pesquisador.
A proposta prevê ainda a mudança gradual do atual sistema de seleção baseado no vestibular, aumentando cada vez mais o número de alunos que igressam através do Enem. A mudança deve abrir caminho para uma nova estrutura das universidades públicas brasileiras, aproximando o modelo do adotado no ensino acadêmico americano e europeu.
Para o pró-reitor de graduação da Ufba, Maerbal Marinho, tudo ainda precisa ser bem analisado, discutido para só depois ser colocado em prática. "O projeto ainda poder ser modificado, mas as linhas gerais são estas. Vamos agora discutir e apresentar nossos planos ao conselho universitário", lembrou Maerbal.
A nova Ufba, como está sendo chamado o projeto, foi uma das bases da campanha de reeleição do reitor Naomar Almeida e deve ser totalmente implantado até 2010. Segundo ele, o novo modelo diminuirá a evasão, pois atualmente a escolha de uma profissão está ocorrendo aos 16 anos de idade e nem todos têm maturidade suficiente para acertar na decisão e muitos desistem no decorrer do curso. A reestruturação acadêmica não deve afetar a parte física da instituição, mas um incremento de recursos pode ser necessário para a contratação de novos professores. A Ufba tem 24 mil estudantes e dois mil professores, uma proporção de 12 para um. Segundo Naomar, o ideal seriam 60 alunos para cada professor, o que poderá abrir mais vagas.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Dicas rápidas para uma boa redação

2) Na dissertação, não use expressões como “eu acho”, “eu penso” ou “quem sabe”, que mostram dúvidas em seus argumentos.
3) Uma redação “brilhante” mas que fuja totalmente ao tema proposto será anulada.
4) É importante que, em uma dissertação, sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista acerca da questão proposta.
5) A postura mais adequada para se dissertar é escrever impessoalmente, ou seja, deve-se evitar a utilização da primeira pessoa do singular.
6) Na narração, uma boa caracterização de personagens não pode levar em consideração apenas aspectos físicos. Elas têm de ser pensadas como representações de pessoas, e por isso sua caracterização é bem mais complexa, devendo levar em conta também aspectos psicológicos de tipos humanos.
7) O texto dissertativo é dirigido a um interlocutor genérico, universal; a carta argumentativa pressupõe um interlocutor específico para quem a argumentação deverá estar orientada.
8 ) O que se solicita dos alunos é muito mais uma reflexão sobre um determinado tema,
9) A letra de forma deve ser evitada, pois dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. Uma boa grafia e limpeza são fundamentais.
10) Na narração, há a necessidade de caracterizar e desenvolver os seguintes elementos: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
5 de junho: Dia mundial do meio ambiente.

Dos exíguos 2,5% de água doce existentes no mundo, porém, apenas 0,4% estão disponíveis em rios, lagos e aqüíferos subterrâneos – a Terra possui cerca de 1,39 bilhões de km 3 de água, distribuídos em mares, lagos, rios aqüíferos, gelo, neve e vapor. A situação tende a piorar, com o desmatamento, a poluição ambiental e as alterações climáticas dela decorrente: estima-se que será reduzido em um terço o total de água doce disponível no mundo. Enquanto isso, ações que poderiam reduzir o desperdício desse líquido cada vez mais raro e, portanto, precioso, demoram a ser tomadas pelas diferentes esferas governamentais.
Sabe-se que o maior consumo de água doce é na agricultura, responsável por 69% do uso, e que as grandes metrópoles têm edificações com sistemas hidrossanitários (bacias e válvulas sanitárias, torneiras, chuveiros, entre outros) gastadores.
Ações globais e estruturais, como a irrigação por gotejamento, em vez da usual por aspersão, e o incentivo à implantação de programas de uso racional da água economizariam milhões de metros cúbicos, evitando assim a necessidade de novos reservatórios de água, caros e que prejudicam o meio ambiente, ao derrubar matas ciliares com o alagamento.
As medidas de incentivo à troca de equipamentos gastadores por outros, economizadores – como bacias e válvulas que consomem 6 litros por acionamento, em vez dos 12 ou até mais de 20 litros por acionamento consumidos pelos equipamentos defasados, a instalação de arejadores e restritores de vazão em torneiras e chuveiros, entre outros, são instrumentos bem-sucedidos de diminuição do consumo.
Os equipamentos economizadores estão disponíveis – e obrigatórios, por norma da ABNT - em nosso país desde 2003. Programas racionalizadores já foram adotados em Nova York e Austin, nos EUA, e Cidade do México. Nova York instalou, entre 1994 e 1996, mais de um milhão de bacias sanitárias economizadoras, com incentivo aos moradores e empresários para as trocas, e passou a poupar 216 milhões de litros de água por dia.
Enquanto isso, no Brasil temos campanhas esporádicas para diminuir o consumo de água, rapidamente abandonadas assim que acaba a eventual seca e os reservatórios estão cheios. Isto foi o que aconteceu em São Paulo , em 2004, quando os cidadão foram premiados com desconto de 20% em suas contas de água se atingissem as metas de redução. Alguns prédios públicos também trocaram suas instalações hidrossanitárias gastadoras por outras, economizadoras. Há, porém, a necessidade de implementarmos programas duradouros e permanentes de incentivo à redução do consumo de água.
A concessionária Sabesp, que atende a maior parte dos municípios paulistas, por exemplo, desenvolve atualmente um projeto que custará cerca de R$ 100 milhões para trocar dutos antigos, cuja deterioração provoca vazamentos e perdas de água estimados em 34% do total produzido. Embora louvável, a preocupação da concessionária paulista em diminuir suas perdas e, portanto, aumentar o lucro de seus acionistas, deveria se traduzir também em ações que beneficiassem o consumidor final e o contribuinte diretamente, como os programas de uso racional da água e o incentivo à troca de equipamentos obsoletos por outros, economizadores.
O governo federal, por sua vez, poderia desenvolver programas de educação e incentivo aos agricultores que adotassem o método de gotejamento na irrigação, poupando outros essenciais milhões de metros cúbicos de água. Assim, projetos como o da transposição das águas do rio São Francisco, com investimento estimado em cerca de R$ 4,5 bilhões pelo governo federal, poderiam ser melhor aproveitados. A implementação desses programas, de racionalização do uso da água e da irrigação por gotejamento, resultaria em benefícios econômicos, sociais e ambientais para a sociedade como um todo.
Autor: Carlos Lemos da CostaEnviado por: Rodrigo Prada
quarta-feira, 30 de abril de 2008
TIRE DE LETRA A ANGÚSTIA DO VESTIBULAR

terça-feira, 22 de abril de 2008
CURSINHOS SOCIAIS: A PORTA DE SAÍDA
De alguns poucos anos para cá, vem ocorrendo um poderoso movimento sócio-cultural que, sem exageros, pode ser considerado uma verdadeira revolução silenciosa. Refiro-me aos cursos pré-vestibulares sociais, em geral coordenados por ONGs, e que oferecem oportunidade de estudos a milhares de jovens pobres da periferia que , em outras condições, jamais poderiam sequer sonhar
Depois – apenas em Salvador – vieram a Oficina de Cidadania, os Quilombos Educacionais, o Milton Santos, a Central do Vestibular e muitos e muitos outros que operam no anonimato dos bairros populares.
A Central do Vestibular, coordenada pela ONG Arquitetos do Futuro, é a que abriga o maior número de estudantes pobres e a que vem de apresentar, este ano, um resultado simplesmente estonteante: são 900 alunos pagando uma taxa social em torno de R$ 70,00 (só pra lembrar, os cursinhos da classe média cobram mensalidades de R$ 435,00) e tendo a educação como ÚNICO trampolim para melhorar suas vidas. Apenas como móvel de comparação, há três anos, raríssimos foram os alunos da ONG que se “atreveram” a tentar o vestibular da UFBa, temido pela complexidade de sua prova e pelo alto nível dos concorrentes, oriundos da rede particular e dos cursinhos da elite. Este ano, a Central do Vestibular aprovou, SÓ na UFBa, 131 estudantes, com destaque nas áreas de Medicina, Direito, Odontologia, Medicina Veterinária, Psicologia, Engenharias, outrora “reservas de mercado” dos estudantes ricos da Bahia. Eram pessoas “programadas para perder”; mas estão somando vitórias retumbantes a cada ano.
Por entender profundamente que “fome se combate com arroz e feijão, mas pobreza se combate com educação”, o secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Walmir Assunção, acaba de estabelecer parceria com a reconhecida ONG Arquitetos do Futuro, com o objetivo de implantar pré-vestibulares gratuitos em todos os Centros Sociais Urbanos de Salvador, com futura extensão para toda a Bahia. Serão quase 6.000 ( seis mil) estudantes pobres da periferia estudando com os melhores e mais experientes professores dos cursinhos consagrados da cidade. Isso é que eu chamo de “empatar o jogo”; a partir daí vale o talento e a garra de cada um.
É, minha gente, existe mais realidade social do que supõem os camarotes e as cordas dos blocos de trio...
Jorge Portugal - Educador e Poeta, é membro do Conselho Nacional de Política Cultural.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A pirataria no mar está de volta?

Piratas do século 21
Ataques no mar crescem mais do que o comércio
Manuela Martinez*Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Pirataria volta a ser problema para a navegação marítima no século 21
Em meio às guerras, aos conflitos étnicos, ao início da "abertura econômica" pós-Fidel Castro, em Cuba, ao aquecimento global e à epidemia de dengue no Rio de Janeiro, uma notícia mereceu destaque entre as principais agências do mundo na segunda semana de abril de 2008: o ataque ao iate de luxo francês "Le Ponant", na costa da Somália, África, realizado por dez piratas fortemente armados.Apesar de toda a sofisticação eletrônica dos navios, iates, veleiros e demais tipos de embarcações, a ação dos piratas cresceu 10% no ano passado (apenas para efeito de comparação, o comércio global registrou uma alta de 7%), de acordo com um levantamento realizado pelo IMB (International Maritime Bureau), órgão que centraliza as informações sobre pirataria em todos os continentes.Em 2007, foram registrados 263 ataques de piratas, mas, segundo especialistas, o número pode ser bem maior porque os proprietários de pequenas embarcações normalmente não procuram as autoridades competentes para prestar queixas.
Normas rígidasMesmo com o crescimento de 10% registrado em 2007, o número de ataques de piratas ainda é bem menor do que em 2000, quando 469 casos foram registrados. No entanto, após o ataque sofrido pelos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, as normas mundiais de segurança ficaram mais rígidas, principal fator apontado pelos especialistas para a redução dos ataques.Em 2007, quem navegou por águas da Somália, Nigéria e Indonésia teve mais probabilidade de ser atacado por piratas - foram realizados pelo menos 50 ataques nesses três países, dos quais 31 somente na Somália. Segundo o International Maritime Bureau, o país africano concentra muitas quadrilhas organizadas e praticamente não existe fiscalização por parte da polícia. Os prejuízos causados pela pirataria em todo o mundo podem ser traduzidos por números. Na última década, cerca de 3.200 pessoas foram feitas reféns, outras 150 morreram durante os ataques e 500 ficaram feridas.
SofisticaçãoOs relatos dos comandantes, tripulantes e passageiros dos navios atacados revelam que os piratas, há muito tempo, trocaram o romantismo pela sofisticação. No século 21, as "armas" são outras: GPS, lanchas rápidas, fuzis e máscaras. Em 2007, os piratas provocaram um prejuízo de US$ 16 bilhões para as empresas e países.Em seu favor, os piratas têm a estatística: pelo menos 80% dos bens comercializados em todo o mundo circulam pelo mar, transportados por 50 mil grandes navios. Para minimizar as ações dos piratas, os governos e dirigentes das grandes empresas trabalham em duas linhas: alguns defendem a presença de militares nas embarcações, enquanto outros acreditam que é preciso melhorar a sofisticação dos aparelhos e equipamentos de segurança.No passado, a pirataria, que sempre foi considerada um crime internacional, era combatida com extremo rigor - os piratas normalmente eram enforcados. Mesmo assim, os ataques continuaram e até hoje persistem como um grave problema de segurança internacional.
*Manuela Martinez é jornalista e publicitária.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Só por hoje...

Só por hoje serei feliz. Parece ser verdade o que disse Abraham Lincoln: "A maioria das pessoas é tão feliz quanto tenha decidido ser."
Só por hoje me ajustarei à realidade, e não tentarei ajustar tudo à minha própria vontade. Aceitarei o que o destino me reservar, e me adaptarei a ele.
Só por hoje tentarei fortalecer minha mente. Estudarei e aprenderei alguma coisa útil. Não serei um ocioso mental. Lerei alguma coisa que requeira esforço, raciocínio e concentração.
Só por hoje exercitarei minha alma de três maneiras: praticarei uma boa ação para alguma pessoa, sem que ela fique sabendo; se alguém ficar sabendo, não será válido. Farei pelo menos duas coisas que não quero fazer – só para me exercitar. Não demonstrarei a ninguém que meus sentimentos estão feridos; eles podem estar feridos, mas hoje não o demonstrarei.
Só por hoje serei agradável. Terei a melhor aparência possível, me vestirei bem, manterei minha voz baixa, serei cortês, não criticarei ninguém. Não encontrarei defeitos em nada, nem tentarei melhorar ou controlar ninguém, a não ser eu mesmo.
Só por hoje terei um programa. Talvez não o siga exatamente, mas o terei. Evitarei dois aborrecimentos: a pressa e a indecisão.
Só por hoje passarei meia hora tranqüilo, completamente só, relaxando. Durante essa meia hora, em algum momento, tentarei ter uma melhor perspectiva da minha vida.
Só por hoje não terei medo. Principalmente não terei medo de desfrutar do que é belo, e de acreditar que na mesma medida que dou para a vida, a vida dará a mim.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Fofoca: Fatos e Boatos.
Introdução (Extraído de pessoas.hsw.uol.com.br)Mesmo que você nunca tenha tido aulas sobre a história da Rússia do século XVIII, é provável que já tenha ouvido a história de Catarina, a Grande. Segundo dizem, Catarina II, imperatriz da Rússia, morreu em circunstâncias questionáveis envolvendo um cavalo. No entanto, se você perguntar a alguém que se interessa por história vai descobrir que essa não é verdadeira. Na verdade, Catarina II morreu de derrame e não havia nenhum cavalo presente.
A história da imperatriz russa e o cavalo não é uma invenção recente - ela começou como fofoca há mais de 200 anos. Não se trata apenas de uma história picante, é um bom exemplo da natureza da fofoca.
É quase impossível descobrir quem foi o primeiro a contar a história. Historiadores acreditam que nobres franceses inventaram isso com o objetivo de destruir a reputação de Catarina.
Tudo começou com uma tentativa maldosa de caluniar alguém e, possivelmente, dar reconhecimento social à pessoa que inventou a história.
Quando as pessoas repetem esse história hoje, acreditam que seja verdade, apesar de sua inerente estranheza.
A história é persistente e amplamente difundida circulando já há centenas de anos. E, mesmo com muitos historiadores negando, as pessoas a continuam espalhando.
É o tipo de boato que a maior parte das pessoas não consegue deixar de espalhar, mesmo tendo decidido fofocar menos.
Mesmo que alguns detalhes possam ter mudado, a base da história é a mesma de 200 anos atrás. Assim, podemos dizer que a fofoca de verdade é diferente daquela brincadeira do "telefone sem fio", que geralmente é usada para ensinar às crianças sobre as conseqüências da fofoca. No entanto, ao contrário da história de Catarina II, nem todas as fofocas são maldosas ou falsas. Assim como os palavrões, outro uso da língua que muitas pessoas procuram evitar, a fofoca desempenha diversas funções dentro de grupos sociais, podendo algumas ser, de fato, úteis.
Sociólogos, lingüistas, psicólogos e historiadores pesquisam sobre a fofoca e como ela funciona na sociedade. De qualquer modo, é um fenômeno complicado de se estudar. Como normalmente as pessoas fofocam espontaneamente e em particular, é quase impossível estudar a fofoca em ambiente laboratorial. Assim, muitos pesquisadores estudam a fofoca escutando a conversa dos fofoqueiros.

Normalmente, a fofoca é uma conversa entre duas pessoas, com um certo tom de conspiração
Além disso, quando os pesquisadores estudam a fofoca, nem todos usam a mesma definição. A maior parte começa com uma idéia básica: a fofoca é uma conversa entre duas pessoas cujo tema é uma terceira pessoa que não está presente. Alguns pesquisadores acrescentam outras condições, como:
é uma conversa que acontece reservadamente;
as pessoas que estão conversando transmitem informações sobre as quais não têm certeza como se fossem fatos;
as pessoas que estão fofocando e a pessoa que é o alvo da fofoca se conhecem na vida real. Segundo essa definição, a fofoca sobre celebridades não é bem uma fofoca, a não ser que o contador e o ouvinte sejam amigos da celebridade em questão;
algo na linguagem corporal ou no tom de voz do contador sugere um julgamento moral sobre as informações que estão sendo passadas. Por exemplo, a frase "Clara tem um cachorrinho" parece ser neutra. Mas se Clara mora em uma república de estudantes que não permite animais e a entonação da pessoa que está falando é de quem está escandalizada, a frase passa a ser fofoca;
de certa forma, os fofoqueiros se comparam à pessoa que é alvo da fofoca, considerando-se superiores a ela. Para este artigo, usaremos uma definição básica: quando duas pessoas falam sobre uma terceira que está ausente e a conversa inclui murmúrios, julgamento ou tom de segredo, isso será considerado fofoca. A seguir, veremos um pouco sobre como a fofoca rege os grupos sociais.
Fofoca x boatos
Tanto os boatos como a fofoca possuem conotação desagradável, mas os pesquisadores discordam quanto a serem a mesma coisa. Vamos ver um resumo dos diferentes pontos de vista sobre a fofoca e os boatos:
* são a mesma coisa;
* os boatos são um tipo específico de fofoca;
* a fofoca se baseia em fatos, ao passo que os boatos se baseiam em hipóteses;
* a fofoca é uma ferramenta para manter a ordem social, já os boatos são uma ferramenta para
explicar coisas que as pessoas não entendem;
* a fofoca tem a ver com algo que as pessoas pensam que aconteceu, mas os boatos expressam o
que as pessoas esperam ou temem que aconteça.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Algumas dicas para estudar melhor (Por Silvia)

quinta-feira, 27 de março de 2008
A escolha da profissão

Nessa próxima sexta-feira realizaremos nosso primeiro teste de orientação vocacional.
Para conhecer mais um pouco sobre esse assunto, leia o texto abaixo extraído de:
http://paginas.terra.com.br/educacao/calculu/Artigos/Vestibular/escolhaprof.htm
Bom teste, Silvia.
O que devemos levar em conta na hora da escolha? As nossas habilidades, os interesses, as expectativas sociais, ceder a pressão por parte dos pais? Estas são algumas dúvidas, que surgem antes da hora de marcamos um "X" no formulário de inscrição para o vestibular, o qual será a profissão que talvez seguiremos para o resto de nossas vidas.
Para alguns a escolha da profissão foi algo que aconteceu naturalmente e já durante os primeiros anos da infância ou da adolescência. Mas para a grande maioria a escolha é muito difícil, muitas vezes com uma dúvida muito comum: sucesso financeiro ou realização pessoal?
terça-feira, 25 de março de 2008
A União faz a força
Esse blog nasceu do sonho de todos nós que fazemos parte do Bakhita temos, de podermos unir nossas forças, nossas idéias, nosso trabalho, para juntos, construir um curso melhor, fundamentalmente mais unido.Fica aqui então uma historinha daquelas que gosto de contar.. , a todos vocês meu forte abraço! Silvia
O macaco estava com muita fome, mas só do outro lado do rio havia alimento e a ponte tinha caído. Ficou, sorumbático e desenxabido, sentado em uma pedra observando a sua volta apenas pedras e vegetação imprópria para sua alimentação, esperando que aparecesse alguém para consertar a ponte. Pouco depois chegou um javali e olhando desanimado para o rio disse: - Que maçada! - Eu estou esperando que consertem a ponte, respondeu o macaco. Não saio daqui antes disso. - Então, eu vou esperar também. E acomodou-se. O veado apareceu logo em seguida: - Será que vão consertar logo essa ponte? - Não sei. Os homens são tão preguiçosos! Depois chegou o coelho e também se aborreceu com o contratempo e juntou-se aos outros para esperar. Todos estavam famintos e ansiosos para atravessar o rio e deliciar-se com a fartura do lado de lá. Foi então que uma formiga que os observava falou: - Olhe aquele tronco caído ali. Se vocês o arrastarem para o rio terão uma canoa improvisada que poderá levá-los ao lado de lá. - Boa idéia! Exclamou o coelho, mas eu não tenho força suficiente para empurrá-lo. - Nem eu, disse o javali. - Nem eu, disse o macaco. - Nem eu, disse o veado. - Espera aí, disse a formiga. Nenhum de vocês pode mover um tronco tão pesado,sozinho, mas se ficarem unidos poderão fazê-lo - Isso mesmo disse o coelho, só que eu como sou o menorzinho não posso ajudar. - Eu também não posso porque estou muito cansado, disse o porco. - Nem eu, porque estou com muita fome, disse o veado. - E eu estou com dor nas costas, não posso fazer força, concluiu o macaco. - É uma pena, tornou a formiga. Vocês poderiam fazer uma forcinha, depois se fartariam, mas, como não querem, vão ficar ai morrendo de fome até alguém consertar a ponte, sabe-se lá, quando!. Diante da evidência os bichos resolveram unir-se. Empurraram o tronco para a água e subiram nele, munidos de varas compridas para impulsionar o barco improvisado - Ei! Espere aí, gritou a formiga, que eu também vou. - Não vai não, exclamou o macaco. Você não ajudou a empurrar o tronco, não tem direito. - Como não? Não fui eu que dei a idéia? Nenhum de vocês tinha pensado numa solução tão simples. Os bichos então compreenderam que cada um ajuda como pode. Uns trabalham com os braços, outros com a mente, e precisam unir-se porque